Não é de hoje que as crises rondam a Gávea. E já era para
entender que as crises só nos fortalecem. Fica toda aquela torcidinha invejosa
e mal vestida vibrando com as manchetes de jornal que anunciam o apocalipse
rubro-negro. Sabem mais da gente que de si próprios.
Primeiro foi a crise de ego Luxa x R10; em seguida a
novelinha das 7 envolvendo o Traidor da Nação; e quando tudo já parecia
perdido, a situação ficou ainda mais grave: a justiça suspendeu o nosso direito
de usufruir de nossas instalações colossais em Vargem Grande.
E finalmente o impossível se tornou inevitável. A diretoria
trouxe de volta para casa o Artilheiro do Amor. Num tempo de futebol mercadoria
e business, Love ensinou a todos os
mercenários que não se pode beijar o manto em vão.
Love é um malandro-trabalhador. Gosta de cerveja? Gosta!
Gosta de baile funk? Gosta! Mas honra acima de tudo o manto e respeita a Nação
da qual é parte. A identificação com a torcida é fundamental. A torcida se vê
em Love e Love se vê na torcida. Um cara que jogou 7 anos na Rússia, que
enfrentou um frio de -30ºC, driblou um idioma impronunciável, e sofreu na pele o
atraso do racismo, pode ser chamado de tudo, menos de um homem que não cumpre
seus compromissos.
E quem não quer jogar no Flamengo, que vaze! Nós temos
reservas morais e tradição suficiente para sair de qualquer crise, superar
obstáculos e fazer história! Alguns optam pela sombra eterna e pela vida de
satélite, outros fecham com o certo e têm luz própria.
O amor está de volta!
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