25/01/2012

Pra jogar no Flamengo tem que ter amor


Não é de hoje que as crises rondam a Gávea. E já era para entender que as crises só nos fortalecem. Fica toda aquela torcidinha invejosa e mal vestida vibrando com as manchetes de jornal que anunciam o apocalipse rubro-negro. Sabem mais da gente que de si próprios.

Primeiro foi a crise de ego Luxa x R10; em seguida a novelinha das 7 envolvendo o Traidor da Nação; e quando tudo já parecia perdido, a situação ficou ainda mais grave: a justiça suspendeu o nosso direito de usufruir de nossas instalações colossais em Vargem Grande.

E finalmente o impossível se tornou inevitável. A diretoria trouxe de volta para casa o Artilheiro do Amor. Num tempo de futebol mercadoria e business, Love ensinou a todos os mercenários que não se pode beijar o manto em vão.

Love é um malandro-trabalhador. Gosta de cerveja? Gosta! Gosta de baile funk? Gosta! Mas honra acima de tudo o manto e respeita a Nação da qual é parte. A identificação com a torcida é fundamental. A torcida se vê em Love e Love se vê na torcida. Um cara que jogou 7 anos na Rússia, que enfrentou um frio de -30ºC, driblou um idioma impronunciável, e sofreu na pele o atraso do racismo, pode ser chamado de tudo, menos de um homem que não cumpre seus compromissos.  

E quem não quer jogar no Flamengo, que vaze! Nós temos reservas morais e tradição suficiente para sair de qualquer crise, superar obstáculos e fazer história! Alguns optam pela sombra eterna e pela vida de satélite, outros fecham com o certo e têm luz própria.

O amor está de volta! 

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